terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O cara que tomava banho demais - parte II.
A mania estranha de Cezar, de tomar inúmeros banhos por dia, irritava Sophia profundamente. Era um dos únicos motivos que fazia os dois brigarem incessantemente. Cezar dizia que não conseguia ficar sem banho, sentia-se sujo caso não pudesse estar pelo menos 15 minutos embaixo do chuveiro, três vezes ao dia. No verão esse número de banhos dobrava e, Sophia tinha que exercitar seu maior defeito: a impaciência.
Quando ela ligava para Cezar, a mãe dele, Dona Inês, atendia e dizia: - Sophia querida, Cezar não pode atender no momento, está no banho. Na hora de sair, era outro problema. Cezar precisava sair de casa limpo, e por isso, sua namorada tinha que o esperar sentada, até que ele se banhasse outra vez. A obsessão por limpeza era tanta, que Sophia chegou a desconfiar de Cezar, mas lembrou-se que ele era um namorado muito ‘homem’ fora do chuveiro.
Sophia não aguentava esperar, mas amava tanto Cezar – e odiava tanto brigar – que passou a procurar maneiras de não se irritar, ou procurar coisas onde ela pudesse descontar sua raiva. Quando pensava em roer unhas, lembrava-se de que iria estragá-las.
Quando ligava TV, descobria o quanto era chata a programação. Se comesse, iria engordar, se chegasse mais tarde na casa de Cezar, ele demoraria mais. Ela precisava fiscalizar a demora do namorado e não se irritar. De uma hora pra outra, começou a perceber que estava fazendo algo estranho. Ás vezes Dona Inês ou Seu Bruno – pai de Cezar – a olhavam de forma esquisita. Nem ela sabia direito porque, mas, tinha adquirido um vício tão estranho quanto o de seu amado:

Sophia comia seu próprio cabelo.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Um conto grande, ou vários pequenos contos.

Cezar e Sophia se conheceram em um show. Enquanto a banda preferida dele tocava, Sophia dançava na pista eletrônica. Cezar bebia, enquanto Sophia só tomava uns goles, de amigos, ou de caras que paravam e, antes de puxar conversa ofereciam alguma bebida. Ela se divertia com a situação. Tinha certeza que nenhum deles merecia atenção, mas aproveitava-se, enquanto eles tentavam trocar um gole por um beijo. Depois que o show acabou Cezar resolveu dar uma volta na pista eletrônica que, ele sabia que estaria cheia. Foi quando viu Sophia. Ele não sabia como chegar até as mulheres, podia contar nos dedos quantas tinha beijado em vinte anos de vida. Mas, ela também tinha visto Cezar. Sophia prestava atenção em caras que, aparentemente não tinham aquele mesmo estilo dos outros todos caras da festa, que usavam as mesmas camisas, os mesmos perfumes e os mesmos cortes de cabelo. Cezar chamou a atenção de Sophia por isso. Ele parecia avesso a toda aquela ode a moda que o local emanava. E Sophia chamou a atenção de Cezar porque ela era extremamente bonita, e diferente das outras. Isso também agradava a ele. O flerte entre os dois foi tão intenso, que Cezar venceu o medo e foi conversar com ela. Ele não sabia como cantar uma mulher, mas não era ruim de papo, e por isso, os dois passaram o resto da festa conversando. Trocaram contatos e no outro dia começaram uma história.
O seis meses seguintes serviram pra que os dois se conhecessem se apaixonassem e enfim, se declarassem namorados. O namoro sempre foi bem. Apesar de Sophia ser extremamente impaciente, Cezar era o oposto, e assim, um completava o outro. Depois de alguns meses de namoro, o casal começou a ter uma relação mais íntima ainda. O que por conseqüência, fez Sophia conhecer uma mania estranha e irritante de Cezar:
Ele tomava banho demais.

Diga-se:
Eu nunca escrevi contos, aliás nem sei como fazer isso direito. Em todo caso, tem uma história que eu queria contar. Mas, como provavelmente ficaria grande demais, e eu não sei qual final eu deveria dar ao conto, vou escrever pequenos contos que podem ser lidos em separado, ou todos juntos formando um único. Não sei se vai dar certo, nem se vai ficar bom, mas enfim. Aí está.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Ano novo, vida nova não?

A julgar pelo início de 2009, o ano vai ser no mínimo diferente.Passei os quatro primeiros dias do ano escondido, por causa de uma conjuntivite que, acreditem, me deixou mais 'rústico' do que o normal.
Este ano eu vou mudar de cidade, de emprego e de curso. E isso tudo não são promessas, são fatos.Este ano vou dedicar amor a quem merece, e a quem eu quero que se sinta amado. Também são fatos.
Promessas? Que eu seja melhor, não só pra mim mesmo, como para com os outros.Que todos vocês que leem (RÁ, SEM ACENTO!) este blog e que, na maioria são pessoas que eu amo, fiquem bem!
Textos desinteressantes e desinteressados novinhos, em breve.Boas férias e feliz 2009!